terça-feira, 18 de agosto de 2015

Perdão

Éramos, como todos diziam, diferentes. Passavam as horas e o tempo não passava por nós - talvez por sermos assim: diferentes um do outro.
As conversas fluiam como cascatas à espera de se estilhaçarem nas rochas. Intemporais e intransmissíveis. Na transmissão de um olhar, estirpes de segredos e de alguma maledicência polvilhavam o ar.
Momentos agradáveis como sorvete de morango.
Mas na vida - e é algo que todos aprendemos - as coisas não são perfeitas, nem estáticas enquanto boas: mas nem sempre más.
Naquele dia, infelizmente, foram.
Tenho de ligar com a culpa como se se tratasse de uma capa que para assentar se equivale a luva. Tem um brilho turvo a cartiçal. Sobra-me saber e lidar com o desrespeito com que tratei a tua essência.
Peço-te que me perdoes por ter contado uma piada, esquecendo, com toda a leviandade, que, sendo tu um nó à marinheiro, poderias desaparecer sob a pena de te teres desatado a rir.



sábado, 20 de junho de 2015

Proud and Awaken

Make up landed on them
like the dust of the stars
but they're just hiding scars.

The blood is still running
into the veins
of somebody whose soul complains.

Their bones are tumbling
Their muscles are shaking
Their fears are here
proud and awaken.


Here they are: achetypes of perfection
losing shine in every direction
even when they have the best complexion.